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Evo Morales – “Mui amigo”

O primeiro índio a chegar à Presidência de um país Sulamericano, Evo Morales, parece que não está muito interessado em manter boas relações diplomáticas entre seu país, Bolívia, como o nosso, Brasil. O que pode acontecer então com a gente, sobretudo com a "auto-suficiente" Petrobras, com a nacionalização do gás e do petróleo bolivianos? Simples: Preju à vista! A multinacional investiu naquele país, cerca de 1 bilhão de dólares.

 

 

Foram 20 empresas de exploração de petróleo prejudicadas com essa decisão do nosso país vizinho. Bilhões de dólares investidos em um gasoduto que abastece 75% do gás natural consumido em São Paulo – O que é muita coisa em se tratando da capital paulista – e 100% do que é consumido em toda a região sul: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Evo Morales não é nada amigo, muito menos “hermano”. Populista convicto, ele teve a boa intenção de nacionalizar um recurso próprio, ótimo. Também pensamos assim, imagina privatizar a Petrobrás? Mas ele terá que pagar valores astronômicos gastos pela Petrobras, e eles não possuem esse dinheiro - segundo os estudiosos em política internacional que deram entrevistas recentes – Ou seja, calote à vista!

A Bolívia tem um mísero PIB que chega perto do que possui APENAS a cidade de São Paulo. Como pagar o que deve as empresas de exploração de Petróleo que estão em seu país? Na manifestação de apoio a sua decisão, bolivianos em La Paz mascavam folha de coca (Lá eles comem?), e enquanto isso, nada foi feito por conta da expulsão da empresa brasileira de siderurgia, EBX, que empregava 6 mil bolivianos.

Até hoje, o investimento estrangeiro no setor de energia da Bolívia chega a cerca de US$ 3,5 bilhões.

.           Estas novas decisões, e polêmicas, enfraquecem a unidade Sulamericana, atrapalham a suposta liderança brasileira no continente, e podem causar ainda mais transtornos políticos ao Brasil – Pois bem: Evo Morales, Hugo Chavez e Fidel Castro são a prova viva que ainda existe autoritarismo, e de certa forma, atitudes extremas que beiram o absurdo. Não acredito nesta maneira de governar, e acho que ninguém acredita. Se o Lula não resolve, Morales me causa insônia.



Escrito por Marcinho às 11h57
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